Eu votaria contra o recebimento das denúncias', diz Maia sobre análise de impeachment de Temer

novembro 28, 2017



O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (27) em São Paulo que, se votasse nas sessões da Casa que analisaram as denúncias contra o presidente Michel Temer, votaria contra o recebimento das denúncias para a análise do impeachment. O presidente da Casa não vota nas análises do plenário para recebimento das denúncias.

Maia, porém, disse que não votaria a favor de receber as denúncias por acreditar que poderiam ter sido mais bem investigadas pelo Ministério Público em relaçao às provas contra Temer.
"Eu votaria contra o recebimento das duas denúncias, porque as provas colhidas pelo MP demandavam um tempo maior de investigação", afirmou ele durante fórum Amarelas ao Vivo da revista Veja.
"Acho que o MP poderia ter avançado mais para oferecer uma denúncia com força maior. Eu acho que as duas denúncias precisariam de embasamento maior para suspendermos o mandato do presidente", salientou.
Maia disse que, durante a crise em que poderia provocar a saída de Temer do poder, "em nenhum momento" pensou em ser presidente da República.
"Não cabia a mim fazer nenhum movimento para ser presidente em cima de uma denúncia que tinha que ser analisada pelo Parlamento. Eu tinha com clareza e avisei o meu partido, que eu não aceitava nenhum momento contrário ao do plenário. Se eu tivesse feito algo teríamos um plenário muito mais radicalizado que temos hoje, passivo do impeachment. Acredito que fiz o certo. Não trabalhei contra e não fiz nenhuma operação, porque o plenário deveria decidir", afirmou Maia.
Sobre a reforma da Previdencia, Maia defendeu que as mudanças sejam colocadas em pauta de votação ainda neste ano ou início de 2018: "Se nós não trabalharmos para a aprovação dela no fim deste ano, inicio do ano que vem estaremos entregando um futuro incerto", disse, salientando que o Brasil não consegue fazer investimentos devido ao déficit da previdência.
"Temos uma Previdência onde os mais pobres sustentam os mais ricos", afirmou.
Se não se fizer reforma da Previdência, a inflação vai voltar e ela vai resolver o problema da pior forma possível", afirmou

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